quarta-feira, 20 de abril de 2016


Nos dias 09, 10 e 11 de maio de 2016 acontecerá o FÓRUM DE OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS EM BIOTECNOLOGIA, promovido pela Fundação Oswaldo Cruz no Ceará - Fiocruz CE , o Programa de Pós-graduação da Rede Nordeste de Biotecnologia - Renorbio e pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará - FIEC.

O fórum será uma junção de três eventos:

  • II Workshop Biotecnologia em Produtos Farmacêuticos: Desenvolvimento, Produção e Regulamentação.
  • Painel sobre a experiência europeia em Bioeconomia.
  • Workshop de Exposição de Tecnologias do Programa de Pós-graduação da Rede Nordeste de Biotecnologia.
Público-alvo: Docentes, pesquisadores e estudantes de pós-graduação em Biotecnologia e áreas afins.

Inscrição: Gratuita, com direito a certificado de participação.

Local: Federação das Indústrias do Estado do Ceará  FIEC. Av. Barão de Studart, 1980  Aldeota, Fortaleza  CE.


Para realizar sua inscrição e conferir a programação do evento, confira: http://www.sfiec.org.br/documentacao/teasers/2016/nucleo_economia/fiocruz.html

quarta-feira, 9 de março de 2016


Você anda sempre estressado e ansioso? Tenta resolver tudo na tensão do dia-a-dia? Não para de se preocupar um minuto? Cuidado! O estresse pode comprometer o seu sistema imune, deixando você mais susceptível às doenças infecciosas e até ao câncer!

O estresse pode ser definido como um estado antecipado ou real de ameaça ao equilíbrio do organismo. A influência do estresse sobre o sistema imune é conhecida desde o trabalho de Selye em 1930, que observou o desenvolvimento de uma síndrome decorrente da exposição de um animal a vários tipos de estressores, como exposição ao frio, injúria tecidual, excesso de exercícios e intoxicações. Selye verificou que os animais do experimento apresentavam hipertrofia das glândulas adrenais, aparecimento de úlceras gástricas e atrofia de órgãos linfoides, como timo, baço e linfonodos. Tais achados eram independentes do estímulo empregado, Seyle concluiu que representavam uma resposta orgânica à injúria, denominando-os coletivamente de “síndrome de adaptação geral”, posteriormente chamada de estresse. (ALVES; PALERMO-NETO, 2007). 

A reação ao estresse visa restabelecer o equilíbrio do corpo através de um complexo conjunto de respostas fisiológicas e comportamentais. A intensidade da resposta aguda ao estresse deve ser proporcional à ameaça do estressor, tanto em intensidade quanto em duração. Essa resposta possui efeitos inibitórios sobre a digestão, crescimento, reprodução e resposta imune, por isso devem persistir por um tempo limitado, para que não comprometa o organismo (ZUARDI, 2014).

A persistência do estresse mantém os níveis de glicocorticoides elevados, resultando em imunossupressão, que facilita a ocorrência de doenças infecciosas. Esse quadro também pode contribuir para o surgimento e disseminação do câncer, pela redução da destruição de células tumorais. 

Durante o estresse, tanto pela ação dos glicocorticoides como das catecolaminas, ocorre uma inibição na produção de IL-12, que resultam numa mudança do equilíbrio entre respostas Th1/Th2, com a diminuição das atividades Th1 e consequente aumento das Th2. A resultante desse desequilíbrio é uma diminuição da imunidade celular e um aumento da imunidade humoral. A imunidade humoral assim como a celular é uma subdivisão da imunidade adquirida onde a resposta imunológica é realizada por anticorpos produzidos pelos linfócitos B, já a imunidade celular é mediada por linfócitos T (ALVES; PALERMO-NETO, 2007).

Assim, o aumento na susceptibilidade às infecções ou agravamento no curso das mesmas pelo estresse, pode ser entendido pela diminuição da imunidade celular, decorrente da baixa nos níveis de Th1. Com isso, o paciente estressado torna-se mais susceptível às alergias e às doenças auto-imunes mediadas por anticorpos (ALVES; PALERMO-NETO, 2007).

A ativação do eixo HPA (hipotálamo- pituitária-adrenal) e a consequente produção dos glicocorticoides durante o estresse são um dos principais mecanismos responsáveis pelas alterações da resposta imune encontradas no decorrer deste processo. Os glicocorticoides são capazes de inibir a transcrição de inúmeras citocinas, como de interleucina 1 (IL-1), IL-5, IL-6, IL- 8, fator de necrose tumoral (TNF) e fator estimulante de colônia (GM-CSF) todas envolvidas com a resposta Th1. (ALVES; PALERMO-NETO, 2007)

Tendo em vista os possíveis mecanismos de sinalização do sistema imune para o sistema nervoso central, com ênfase na participação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, do sistema nervoso autônomo simpático e das citocinas nas sinalizações entre o sistema nervoso central e o sistema imune, é possível estabelecer a estreita relação entre os estados emocionais, como ansiedade e depressão, às modificações na atividade do sistema imune. 

Referências:

ZUARDI, Antonio Waldo. Fisiologia do estresse e sua influência na saúde, 2014. 
ALVES, Glaucie Jussilane; PALERMO-NETO, João. Neuroimunomodulação: sobre o diálogo entre os sistemas nervoso e imune. Rev Bras Psiquiatr, v. 4, p.363-369, 2007. 

Post de Aryane de Azevedo Pinheiro (Equipe IMUNO ENSINA)

quarta-feira, 2 de março de 2016

     

Muitos estudos estabeleceram o papel causal do álcool como fator desencadeador de danos físicos, mentais e sociais. Praticamente todos os órgãos do corpo humano sofrem efeitos negativos diretos com o consumo de álcool. O consumo de bebida alcoólica está associado ao desenvolvimento de doenças, como, gastrite alcoólica, cirrose, varizes esofágicas (veias dilatadas na parede do esófago), pancreatite crônica (inflamação grave no pâncreas, que resulta da obstrução do canal pancreático), muitos tipos de cancro, diversas doenças infecciosas além de outras desordens psicológicas. O consumo de álcool também possui efeitos sobre os não usuários, como as vítimas de acidentes de trânsito relacionados ao álcool ou violência, o aumento dos casos de violência doméstica, dentre outros prejuízos. (NELSON; KOLLS, 2002)

O abuso de bebidas alcoólicas tem sido claramente associado ao aumento da suscetibilidade a doenças infecciosas e pneumonia bacteriana. Tanto a ingestão aguda quanto crônica de álcool possui efeitos nocivos em células da imunidade inata e adaptativa. Uma pessoa que consome 60 mL de álcool por dia possui 1,9 vezes mais chance de morrer precocemente em relação a um indivíduo que consome 0-25 mL por dia.(NELSON; KOLLS, 2002)

O álcool pode causar pneumonia devido suas propriedades sedativas, que levam a diminuição do tônus muscular da orofaríngea, aumento do risco de aspiração e diminuição do reflexo da tosse e transporte mucociliar. Além disso, o abuso de álcool tem sido associado com uma maior incidência de pneumonia causada por bactérias gram-negativas, especificamente Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae. (NELSON; KOLLS, 2002)

Evidências indicam que o álcool possui um efeito pró-inflamatório devido à alteração no estado redox celular causada pelo aumento da libertação de espécies reativas de oxigênio (ROS). Os macrófagos alveolares são considerados células cruciais na defesa do hospedeiro contra patógenos invasores do pulmão. O consumo agudo de álcool é capaz de suprimir a produção de citocinas pró-inflamatórias como o TNF-α e interleucina-1β (IL-1β), a liberação coordenada destas citocinas é determinante para a regulação positiva e aderência molecular nas células endoteliais e subsequente recrutamento de polimorfonucleares, por exemplo, os macrófagos. O álcool também é capaz de inibir a capacidade fagocítica desses polimorfonucleares. (D’SOUZA et al., 2013)

Macrófagos e células dendrítica desempenham um importante papel na resposta imune inata. Essas células são responsáveis pelo processamento e apresentação de antígenos aos linfócitos T, para que uma resposta imune eficiente seja desencadeada. Assim, fica clara a importância de se manter a integridade funcional de tais células. Na presença do álcool algumas moléculas efetoras do sistema imune são afetadas, como é o caso da supressão da indução do óxido nítrico sintase induzível, que é necessário para a defesa do hospedeiro contra agentes patogénicos intracelulares, como Listeria monocytogenes e Mycobacterium tuberculosis. A produção de perforinas e granzimas também se mostra afetada na condição de exposição aguda ao álcool. (NELSON; KOLLS, 2002)

Dessa forma, ficam claros os efeitos nocivos do abuso do álcool, tanto em escala social quanto fisiológica, sendo o sistema imune um dos grandes afetados, fato que repercute diretamente na fisiologia do indivíduo devido à capacidade de desregulação da homeostase. Tal desequilíbrio pode resultar em um quadro de imunossupressão, com aumento da susceptibilidade ao desenvolvimento de diversas patologias.

D’SOUZA, Alain J. et al. Suppression of the Macrophage Proteasome by Ethanol Impairs MHC Class I Antigen Processing and Presentation. Plos One, v. 8, p.1-11, 2013.

NELSON, Steve; KOLLS, Jay K.. SCIENCE AND SOCIETY: Alcohol, host defence and society. Nat Rev Immunol, v. 2, n. 3, p.205-209, 2002.

Autores do post:

- Aryane Pinheiro
- Louise Ribeiro
(Equipe IMUNOENSINA)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016



Ocorreu hoje (18/2) na sala de vídeoconferência da PRPPG da Universidade Federal do Ceará a defesa de dissertação da candidata LOUISE HELENA DE FREITAS RIBEIRO que teve como título"O POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Vitex gardneriana NA PREVENÇÃO E CONTROLE DE BIOFILMES DE ESPÉCIES DE Candida DE IMPORTÂNCIA CLÍNICA"


Compuseram a banca os professores Doutores Edson Holanda Teixeira – orientador e presidente da comissão –, Mayron Alves de Vasconcelos, ambos da Universidade Federal do Ceará, e Hélcio Silva dos Santos, da Universidade Estadual do Vale do Acaraú. A candidata foi APROVADA e passa a ser a décima segunda estudante do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais e concluir o curso. Louise já foi aprovada na seleção de Doutorado do mesmo curso e deve continuar seus estudos na UFC.

Abstract

Candida species have been considered as important causes of nosocomial fungal infections. Their ability to form biofilms has been related to high mortality rates in patients with candidemia. Due to the capacity to colonize surfaces of catheters and other medical devices, Candida biofilms may play important roles in systemic infections, which are difficult to treat by conventional antifungal agents. Therefore, the discovery of new drugs useful in the prevention and eradication of Candida biofilms is of great interest. Essential oils are excellent sources of bioactive molecules with antifungal and antibiofilm potential. Some species of the genus Vitex have proven antifungal activity against Candida species. However, to this date, there are no reports on the antifungal activity exerted by Vitex gardneriana, which is found mainly in Brazil. This study aimed to evaluate the biotechnological potential of the essential oil from V. gardneriana in inhibiting Candida planktonic and biofilm forms. In order to assess the oil antifungal potential, Candida albicans and C. tropicalis planktonic cells and biofilms were treated with different oil concentrations and its action on cell growth, biomass formation and viability of biofilm-entrapped cells was determined. The essential oil was able in reducing significantly C. albicans (71% to 9%) and C. tropicalis (33% to 3%) planktonic growth. Regarding biofilm mass formed in the presence of the oil, all tested concentrations (2.5% to 0.039%) reduced C. albicans and C. tropicalis biomass. The same effect was not seen on the viability of C. albicans biofilm-entrapped cells, since no reduction was achieved. On the other hand, all tested concentrations reduced C. tropicalis viability. Concerning pre- formed biofilms, C. albicans biomass was reduced in most of the concentrations evaluated, whereas C. tropicalis biomass was reduced at concentrations between 2.5% and 0.625%. For both species, the oil was able in reducing the number of viable cells of pre-formed biofilms in all tested concentrations. To the best of our knowledge, this is the first report describing the V. gardneriana essential oil ability in inhibiting C. albicans and C. tropicalis planktonic and biofilm forms. Thus, the study showed that the oil action affected a major virulence factor of Candida, which can direct the new anti-Candida drugs development. 

Key-words: Candida, biofilm, essential oil, Vitex, anti fungal.


Cobertura fotográfica:


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016


O grupo de pesquisa em Biotecnologia Marinha (BioMar) da Universidade Federal do Ceará acaba de consolidar mais uma grande conquista. Trata-se da implantação do Espectropolarímetro de Dicroísmo Circular J-815, o qual foi adquirido da companhia japonesa Jasco Inc. com recursos do CT-Infra/FINEP/MCT. De acordo com o líder do grupo, Prof. Alexandre Sampaio, a aquisição do espectropolarímetro representa um salto de qualidade na caracterização da estrutura secundária das proteínas que o grupo vem purificando nos últimos anos, principalmente aquelas prospectadas a partir de organismos marinhos (algas e invertebrados). Ainda segundo o Prof. Alexandre, considerando o potencial biotecnológico de tais moléculas, a utilização do espectropolarímetro fornecerá dados adicionais cruciais para o funcionamento de outras linhas de pesquisa do grupo, como a de expressão heteróloga de lectinas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015


Visitem !




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sexta-feira, 12 de junho de 2015

The role of inflammatory and anti-inflammatory cytokines in the pathogenesis of human tegumentary leishmaniasis

Artigo fonte:  Clique aqui



A leishmaniose é uma doença onde a resposta imune tipo Th1 desempenha um papel na patologia. O aumento exacerbado da produção de IFN-Y e TNF-α é associado com o aumento da reação inflamatória e o desenvolvimento de úlceras cutâneas e de mucosas. A IL-10 é a principal reguladora da produção de citocinas inflamatórias nas leishmanioses. No entanto, o papel de outras citocinas na modulação de IFN-Y e TNF-α permanece a ser determinado.

Neste trabalho (aqui), Bacellar e colaboradores procuraram identificar moléculas associadas com a potencialização ou regulação da resposta inflamatória, pois a identificação dessas poderiam ajudar a atenuar a imunopatologia na leishmaniose. Avaliou-se o papel das citocinas reguladoras (IL-10, r-IL-27, r-TGFB1) e das citocinas antagonistas (α-TNF-α e α-IFN-Y) em cultura de células mononucleadas do sangue periférico, de pacientes laboratorialmente diagnosticados com LC e LM, estimuladas com antígeno solúvel de Leishmania (SLA) e mensurou-se por ELISA os níveis de citocinas produzidas na cultura. 

As culturas celulares estimuladas com SLA foram incubadas em condições ideais, com uma citocina de interesse, para determinar a sua influência dentro da rede de citocinas envolvidas na resposta imune nas leishmanioses.















Dentre os resultados obtidos observou-se que IL-10 e TGF-B regulam negativamente a produção de TNF-α e IL-17 por células de pacientes com LC e LM. A neutralização de TNF-α inibiu a produção de IFN-Y, ao passo que a neutralização do IFN-Y inibiu a produção de TNF-α além de induzir a produção de IL-10. Foi demonstrado que enquanto IL-10 e TGF-B modularam a produção de TNF-α e IL-17; IL-27 não teve um papel importante na produção de citocinas inflamatórias.

Uma descoberta importante deste estudo foi a observação de que a IL-10 diminui a produção de IL-17 por células de pacientes com LC e LM. Embora a IL-17 esteja envolvida na defesa contra vários agentes intracelulares, esta citocina contribui para a inflamação induzindo o recrutamento de neutrófilos e a produção de vários mediadores inflamatórios, tais como IL-1, IL-6 e TNF-α.

Portanto, IFN-Y e TNF-α são as principais citocinas envolvidas nos danos teciduais observados nesta doença e IL-10 tem papel protetor. Porém quando há desequilíbrio na expressão dessas ocorre o desenvolvimento das lesões típicas observadas nos pacientes. Mais estudos são necessários para elucidar a justificativa para o uso de terapia com IL-10 ou outra citocina moduladora da inflamação na leishmaniose.

Post: PEDRO DELCY TORRES SINDEAUX FILHO- MESTRANDO EM PATOLOGIA e VENÚCIA MAGALHÃES - DOUTORANDA EM FARMACOLOGIA (Seminário apresentado na disciplina Imunopatologia - Programa de Pós-graduação em Patologia FAMED UFC)

quinta-feira, 11 de junho de 2015




O artigo ¨Tumor immunology and cancer immunotherapy: summary of the 2013 SITC primer” faz um passeio pelo sistema  imune  inato e adquirido e a imunovigilância . Quando o  processo de  imunovigilância fica deficiente dá margem  a certos tumores escaparem  de um estado de equilíbrio prévio e coloquem-no  em situação de não reconhecimento dos novos antígenos como non-self. Vários oncologistas estão tentando compreender esses mecanismos e propõem diversos tipos de tratamento envolvendo o sistema imune. Os autores utilizam diversas abordagens terapêuticas entre elas a utilização de células dendríticas usando a tecnologia siRNA, anticorpos anti-tumor, terapia com células T adotivas, vacinas anticâncer e bloqueio do checkpoint imune e também a combinação desses tratamentos. (post de Rejane Araújo Magalhães  e Adriana Flores Valliente - Estudantes de Mestrado em Patologia - Universidade Federal do Ceará)

Link para artigo: http://www.immunotherapyofcancer.org/content/pdf/2051-1426-2-14.pdf

terça-feira, 2 de junho de 2015

Fonte

Editor In Chief Of World’s Best Known Medical Journal: Half Of All The Literature Is False





In the past few years more professionals have come forward to share a truth that, for many people, proves difficult to swallow. One such authority is Dr. Richard Horton, the current editor-in-chief of the Lancet – considered to be one of the most well respected peer-reviewed medical journals in the world.

Dr. Horton recently published a statement declaring that a lot of published research is in fact unreliable at best, if not completely false.

“The case against science is straightforward: much of the scientific literature, perhaps half, may simply be untrue. Afflicted by studies with small sample sizes, tiny effects, invalid exploratory analyses, and flagrant conflicts of interest, together with an obsession for pursuing fashionable trends of dubious importance, science has taken a turn towards darkness.” 

This is quite distrubing, given the fact that all of these studies (which are industry sponsored) are used to develop drugs/vaccines to supposedly help people, train medical staff, educate medical students and more.

It’s common for many to dismiss a lot of great work by experts and researchers at various institutions around the globe which isn’t “peer-reviewed” and doesn’t appear in a “credible” medical journal, but as we can see, “peer-reviewed” doesn’t really mean much anymore. “Credible” medical journals continue to lose their tenability in the eyes of experts and employees of the journals themselves, like Dr. Horton.

He also went on to call himself out in a sense, stating that journal editors aid and abet the worst behaviours, that the amount of bad research is alarming, that data is sculpted to fit a preferred theory. He goes on to observe that important confirmations are often rejected and little is done to correct bad practices. What’s worse, much of what goes on could even be considered borderline misconduct.

Dr. Marcia Angell, a physician and longtime Editor in Chief of the New England Medical Journal (NEMJ), which is considered to another one of the most prestigious peer-reviewed medical journals in the world, makes her view of the subject quite plain:

“It is simply no longer possible to believe much of the clinical research that is published, or to rely on the judgment of trusted physicians or authoritative medical guidelines. I take no pleasure in this conclusion, which I reached slowly and reluctantly over my two decades as an editor of the New England Journal of Medicine” 

I apologize if you have seen it before in my articles, but it is quite the statement, and it comes from someone who also held a position similiar to Dr. Horton.

There is much more than anecdotal evidence to support these claims, however, including documents obtained by Lucija Tomljenovic, PhD, from the Neural Dynamics Research Group in the Department of Ophthalmology and Visual Sciences at the University of British Columbia, which reveal that vaccine manufacturers, pharmaceutical companies, and health authorities have known about multiple dangers associated with vaccines but chose to withhold them from the public. This is scientific fraud, and their complicity suggests that this practice continues to this day. 

This is just one of many examples, and alludes to one point Dr. Horton is referring to, the ommision of data. For the sake of time, I encourage you to do your own research on this subject. I just wanted to provide some food for thought about something that is not often considered when it comes to medical research, and the resulting products and theories which are then sold to us based on that research.

It’s truly a remarkable time to be alive. Over the course of human history, our planet has experienced multiple paradigm shifting realizations, all of which were met with harsh resistence at the time of their revelation. One great example is when we realized the Earth was not flat. Today, we are seeing these kinds of revelatory shifts in thinking happen in multiple spheres, all at one time. It can seem overwhelming for those who are paying attention, especially given the fact that a lot of these ideas go against current belief systems. There will always be resistance to new information which does not fit into the current framework, regardless of how reasonable (or factual) that information might be.



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Lectinas de Cucumaria echinata: CEL-I

Em 1994, Hatakeyama e colaboradores isolaram quatro lectinas do pepino do mar Cucumaria echina (CEL-I, II, III e IV). As quatro lectinas são dependentes de Ca2+ e reconhecem galactosídeos (galactose, N-acetil-galactosamina e lactose). De lá pra cá, Hatakeyma e seus colegas publicaram mais de cinquenta artigos sobre lectinas deste pepino do mar. Estes trabalhos incluem avaliação da especificidade das lectinas, estudos estruturais e atividades biológicas.
Nesta nota discutiremos o curioso caso da lectina nomeada CEL-1 e como o entendimento desta molécula abre novas perspectivas para o desenho racional de proteínas através de engenharia genética, bem como nos mostra um pouco da importância das lectinas no sistema imune de animais considerados inferiores. Entretanto, ressaltamos que CEL-I é somente um coadjuvante dentre as demais lectinas deste animal. A verdadeira protagonista, CEL-III, talvez seja a lectina de origem marinha mais interessante e de maior potencial que se conhece.     
CEL-I é uma proteína dimérica compostos por duas subunidades, de 17 kDa cada, unidas por uma ponte dissulfeto. A estrutura primária de CEL-I, desvendada em 2002, revelou que esta proteína pertence a grande família de lectinas do tipo C. Lectinas do tipo C são assim nomeadas por sua interação e dependência de átomos de Ca2+. Lectinas deste tipo são as mais comumente encontradas em invertebrados. Em Caenohabditis elegans, por exemplo, 7% de todo o genoma codifica lectinas do tipo C.
Visto que invertebrados não possuem sistema imune adaptativo, estas lectinas representam a primeira linha de defesa destes animais contra microrganismos patogênicos. Lectinas do tipo C parecem ser componentes importantes do sistema imune inato, atuando como proteínas de reconhecimento de padrões (Pattern recognition proteins - PRPs), ou seja, proteínas responsáveis por reconhecer padrões bioquímicos não próprios (Pathogen-associated molecular pattern - Padrões moleculares associados a patógenos - PAMPs). A capacidade de distinguir o "próprio" do "não próprio" é devido, claro, a especificidade da lectina pelos carboidratos de superfície do potencial invasor.
Lectinas do tipo C, em geral, reconhecem manose ou galactose. Durante muito tempo acreditou-se que a especificidade destas proteínas é determinada por uma trinca de aminoácidos localizada no segundo sítio de ligação a Ca2+. Quando esta trinca de aminoácidos é composta por Glu, Pro e Asn (EPN) a lectina tende a ser ligante de manose. Por outro lado, quando a trinca em questão é Gln, Pro e Asp (QPD) a lectina tende a reconhecer preferencialmente galactose.
Voltando as lectinas de Cucumaria echinata, CEL-I apresenta em sua estrutura primária a trinca QPD, logo sua especificidade deveria ser por galactosídeos, e, de fato, é. Em especial, existe aqui uma alta afinidade por galNAc.
Através de ensaios de mutagênese sítio dirigida, a estrutura primária de CEL-I foi modificada: a trinca QPD foi substituída pela trinca EPN. A proteína mutante (EPN-CEL-I) mostrou ligeira afinidade para manose. Entretanto, EPN-CEL-I manteve alta afinidade por galactosídeos, indicando que a escolha entre galactose e manose não é atribuída somente à trinca de aminoácidos QPD ou EPN.
De fato, quando novos mutantes de CEL-I foram criados (EPNH-CEL-I, mutante na posição 105 WàH) a afinidade por Gal é reduzida e a afinidade por manose é incrementada, contudo, a afinidade por galNAc também é aumentada. Neste estudo, fica claro que além da trinca EPN/QPD a especificidade de lectinas do tipo C depende da posição 105.
A estrutura tridimensional da lectina nativa complexada com galactose e da lectina mutante complexada com manose revela a diferença de orientação e, consequentemente, a diferença nas interações entre o carboidrato complexado e o aminoácido na posição 105 (Figura 01). Estas diferenças podem explicar em parte o porquê de uma lectina EPN, contendo H na posição 105, reconhecer manose e uma lectina QPD, contendo W na posição 105, reconhecer galactose. Contudo, não explica o fato de o mutante EPNH-CEL-I ainda apresentar alta afinidade por galNAc.
O mais coerente parece ser que a manutenção da afinidade por galNAc deva-se a presença de interações compensatórias, que até agora não estão totalmente esclarecidas.
O fato envolvendo CEL-I é que Hatakeyama e colaboradores parecem ter encontrado muito mais perguntas a responder agora depois de 20 anos de seu trabalho pioneiro. O trabalho deste grupo japonês é notável e suas contribuições para entendimento da relação estrutura/função de lectinas de invertebrados são imensas. A especificidade de CEL-I pode agora ser arquitetada por mutagênese de diferentes aminoácidos e o efeito destas mutações deve ser observado.
Ao longo da evolução dos invertebrados as lectinas do tipo C parecem mesmo ter sido de extrema importância para a manutenção da defesa biológica destes animais. A versatilidade destas lectinas ao reconhecer diferentes ligantes foi, e ainda é muito importante na ausência de um sistema imune adaptativo. Esta versatilidade poderá em um futuro breve ser explorada no desenvolvimento de novas proteínas, através de engenharia genética, para o reconhecimento de quaisquer carboidratos.

Figura 01. Comparação do sítio de reconhecimento a carboidrato de CEL-I nativa(A) e EPNH-CEL-I(B) mutante.


Referências:
HATAKEYAMA, T. et al. Purification and characterization of four Ca(2+)-dependent lectins from the marine invertebrate, Cucumaria echinata. Journal of Biochemistry, v. 116, n. 1, p. 209-214, jul. 1994.
MORIUCHI, H. et al., Mannose-recognition mutant of the galactose/N-Acetylgalactosamine-specific C-type lectin CEL-I engineered by site-directed mutagenesis. BBA, v.1850(7), p.1457-1465.
HATAKEYAMA, T. et al. Alteration of the Carbohydrate-Binding Specificity of a C-type Lectin CEL-I Mutant with an EPN Carbohydrate-Binding Motif, Protein Pept Lett, v.20, p.796-801.
SUGAWARA, H. Characteristic recognition of N-acetylgalactosamine by an invertebrate C-type Lectin, CEL-I, revealed by X-ray crystallographic analysis., J Biol Chem, v.279, p.45219-45225, 2004.

ZELENSKY, A.N.; GREADY, J.E. The C-type lectin-like superfamily. FEBS Journal, v.272, p.6179-61217, 2005.


Post de Rômulo Farias Carneiro
Doutorando do PPGBiotec/UFC